FIC 2016 – Balanço

26
Nov

A Feira Internacional de Cabo Verde realizou-se, desta feita, na cidade da Praia, entre os dias 16 e 20 de Novembro.

118 Expositores, 230 stands e uma estimativa de 10.000 visitantes caracterizam esta que foi a XXª edição da maior montra de produtos e serviços de Cabo Verde, uma edição que também ficou marcada pela comemoração do 20º aniversário da FIC SA. Nessa ocasião, a reflexão conjunta com os fundadores da FIC, ajudam-nos a compreender e valorizar o papel que a FIC vem desempenhando ao logo dessas décadas, salvaguardando os princípios do desenvolvimento nacional baseado nos equilíbrios, na coesão e solidariedade sociais.

Várias foram as empresas da região de barlavento que marcaram presença na FIC 2016, facto que reforçou o envolvimento e participação institucional da CCB, para apoiar a FIC na fase de preparação no certame e para garantir suporte e acompanhamento às empresas associadas.

No final do certame o CA da FIC tornava pública a data de 15 a 19 de novembro para a realização da XXIª Edição da FIC, em Mindelo.

Mais uma Sessão AGOA

A FIC 2016, igual que as últimas 3 edições realizadas na cidade na Praia, ofereceu aos participantes estrangeiros e nacionais mais um evento em torno do AGOA, desta feita desdobrado em seminário e workshop formativos. Prevaleceu o interesse dos nacionais e dos investidores estrangeiros em poder ter, ver e entender um sistema nacional de informação AGOA, sobretudo com a recente renovação conseguida pelo Governo americano, estendendo os benefícios de exportação por mais 9 anos.

O seminário conduziu os presentes às conclusões de sempre: o AGOA não é em si nenhum enigma, mas muito pelo contrário um processo simples, desde que se consigam reunir as premissas essenciais: empresas exportadoras em estádio apropriado de desenvolvimento empresarial, com produto de qualidade, preço, regularidade e, consequentemente, mercado, um serviço aduaneiro organizado e orientado para controlar e responder aos requisitos e procedimentos técnicos específicos previstos na lei do AGOA. Considerando a limitada capacidade produtiva do país, torna-se inequívoco que a exportação no âmbito do AGOA, para além do pescado e do grogue, requer apostas sérias na atração e suporte do IDE.

CIBmobiliza empresários emigrantes

Holanda, país de forte emigração cabo-verdiana, também brilhou durante a semana feiral, com um “Programa Especial de Cooperação para Incrementar o Comércio e o Investimento em Cabo Verde”, contemplando um workshop de “Análise Setorial”, durante o qual foram exibidos dados estatísticos ligados a agricultura, pesca, mar, ambiente e turismo. Nesse mesmo contexto estiveram presentes na FIC responsáveis do pacote financeiro de suporte à internacionalização das empresas holandesas, designado de Dutch Instruments for Private Sector Development, incluindo o PSI (programa que ajudou a construção de vários projetos estruturantes em S. Vicente e S. Antão, através do suporte da CCB e do Fundo de Crescimento e Competitividade), ORIO (facilidades para o desenvolvimento de infraestruturas, destinado ao setor publico, somente), entre outros.

Ainda no quadro da cooperação Holanda – Cabo Verde, a CaboDutch International Business Chamber (CIBC) organizou uma missão empresarial as ilhas do Sal e S. Vicente, com breve passagem por Santiago, na busca de oportunidades de negócio e investimentos, tendo mobilizado um grupo de investidores – filhos de emigrantes cabo-verdianos. As onze empresas holandesas, representantes dos setores das tecnologias ambientais, marítimo, indústrias criativas e comércio internacional, foram capazes de construir importantes redes de contactos, redescobrir um novo Cabo Verde, por eles caracterizado de muito mais promissor e com condições para investimentos bem dimensionados. O relatório dessa missão indica projeções de missões individuais já para o início de 2017.

A missão foi concluída com a celebração de um acordo de colaboração entre a CCB e CIBC, com o objetivo especifico de promover oportunidades de cooperação empresarial entre os tecidos empresariais dos dois países, com tónica nas comunidades de empresários com ligação cultural a Cabo Verde.

CAL prospera mercado de Cabo Verde

A CAL – Câmara Agrícola Lusófona, participou na FIC 2016 com uma missão especial de promover a internacionalização do sector do agronegócio para CPLP, no âmbito dos programas PT 2020 e Compete 2020. Com o suporte da CCB, a CAL promoveu vários encontros de negócio e visitas a localidades de interesse económica da ilha de Santiago, organizou um seminário direcionado aos participantes na missão sobre o tema “Como Fazer Negocio em Cabo Verde”, cabendo a CCB e a CVTI a responsabilidade de transmitir aos investidores informações sobre o ambiente de negócio, incentivos aplicáveis ao investimento estrangeiro, os regimes vigentes, etc..

A comitiva da CAL foi constituída por empresários portugueses representantes das áreas de vinhos, logística, hortofrutícolas e trading