Assembleia-Geral Extraordinária da CCB – Balanço

30
Mai

Empossamento dos novos Corpos Sociais

Dezenas de empresários compareceram à Assembleia-Geral Extraordinária da CCB, realizada no dia 17 de Junho, na sala de Conferências do Centro de Negócios em Mindelo, para a assistirem ao ato de empossamento dos novos corpos sociais, eleitos nas eleições do passado mês de Abril, para o mandato 2016 – 2020, e discutir o Plano de Ação para o ano 2016.

Plano de Ação aprovado por unanimidade

Depois desse ato formal de empossamento, o líder da Direção, Belarmino Lucas, foi convidado a apresentar o plano de ação, e fê-lo com substancia ao sublinhar a decidida estratégia das 2 Câmaras de Comércio de Cabo Verde de i) trabalhar com o Governo um pacto de confiança entre os setores público e privado, o qual deverá materializar-se numa agenda de desenvolvimento económico e social do país, com programas orientados para a efetiva desburocratização, descentralização e reorientação de um Estado que se quer mais amigo do setor privadocom enfoque nos níveis de definição de políticas, da regulação e fiscalização, um Estado facilitador do investimento privado e do desenvolvimento empresarial e ii), para tal, ter que reforçar a sua capacidade técnica e institucional em todas as ilhas, abraçando desafios em termos de assunção de novas competências do Estado, entre as quais se destacam o licenciamento de todo e qualquer tipo de atividade empresarial, a adequada gestão e dinamização de fundos públicos de promoção e desenvolvimento do setor privado, a promoção e atração do Investimento Direto Estrangeiro.

A planificação para os 6 meses restantes do ano permitirá a CCB estruturar os objetivos estratégicos inscritos no plano mandato,  num contexto em que se reservam ao setor privado e seus respetivos representantes, desafios de diversa ordem, começando pela necessidade de alinhamento de políticas e expectativas.

Nesta lógica de desmultiplicação dos objetivos estratégicos, e desenho das atividades para o capitulo de capacitação empresarial, o Presidente da Direção realçou algumas das prioridades:

  • Desenvolvimento do Plano de Negócio da CCB para o periodo 2016 – 2020;
  • Estruturação de um programa de promoção do “Investidor Emigrante”;
  • Estruturação, em parceria com o Ministério das Finanças, de um programa de combate à informalidade empresarial, com aposta na motivação, capacitação técnica e integração empresarial;
  • Promoção, em parceria com a CCISS e Ministério da Economia e Emprego, da aprovação e publicação da lei sobre o “Dia do Empresário Cabo-verdiano“;
  • Lançamento do Catão do Empresário, também cartão corporativo de débito, em parceria com a CCSS e um dos bancos associados;
  • Organização de “Mesas Redondas” para a atração do IDE;
  • Instalação do complexo de 4 pavilhões industriais no Parque Industrial do Lazareto, para facilitar o investimento privado no setor industrial e logístico na região.

O Plano foi aprovado por unanimidade dos associados presentes.

Um Complexo Industrial para atração do IDE

O terceiro ponto da agenda foi dedicada à discussão do projeto apresentado pela Direção, para a edificação de um complexo de 4 unidades industriais, no interior do Parque Industrial da ZIL, uma iniciativa avaliada pelos associados presentes de inovadora, pertinente e atual, considerando o escassez, na ilha, de equipamentos apropriados para o desenvolvimento da atividade empresarial, e sobretudo industrial, e uma oportunidade de contribuir para a geração de riqueza e emprego.

Segundo Belarmino Lucas, a origem do projeto explica-se, por um lado, nas sucessivas demandas que lhe chegam, de investidores nacionais e estrangeiros que procuram, até exaustão, equipamentos industriais devidamente apetrechados e, por outro, enquanto alternativa para dinamizar a atividade empresarial na ZIL e na ilha de São Vicente, através do IDE.

O projeto já consta de todos os estudos técnicos desejados, e será financiado com recurso à banca nacional, não obstante os esforços da instituição na mobilização de financiamento em condições favoráveis junto de parceiros nacionais e internacionais.

À pergunta e preocupação formulada por alguns associados presentes, sobre a real previsibilidade de investidores se interessarem para essas 4 unidades, Belarmino Lucas ressalvou o facto de já ter celebrado contratos compromissórios com 4 investidores, entre os quais representantes de empresas bem posicionadas no país, como é o caso da Emicela, e de equacionar a possibilidade de replicar este projeto em outros lotes da ZIL, atendendo a demanda que se vê aumentar a medida em que o projeto vai sendo disseminado.

Essa discussão interativa foi suficiente para que a Assembleia dos Associados autorizasse a Direção da CCB a negociar e contrariar o empréstimo bancário nacional necessário para a edificação imediata do projeto.

Porém, esforços adicionais estão sendo envidados no sentido de mobilizar parte dos recursos financeiros necessários junto de parceiros nacionais e internacionais, em condições mais favoráveis.